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Falando Nisso

28 de Dezembro de 2015 | Categoria: Falando Nisso

Falando Nisso – 28/12/2015

Colocar em ordem as contas no final do mês ou alcançar os resultados planejados no final de um ano é algo que todos, em algum momento, estão atentos. Nesse processo, alguns sofrem mais e outros menos, dependendo de vários fatores, entre eles a renda, a disciplina financeira e uma grande dose de responsabilidade para com os resultados esperados. Aqueles que conseguem equilibrar as contas, fazendo tudo o que planejaram para o mês ou para o ano, acabam passando por certo sentimento de dever cumprido. Ampliando uma análise pode-se dizer que essa é uma responsabilidade quase que obrigatória seja em nível pessoal ou familiar. Claro que todo planejamento está sujeito a turbulências que podem gerar mudança de rota, mas planejar e buscar um resultado satisfatório no final é sempre uma diretriz para quem quer alcançar certa estabilidade financeira.

Já li e até ouvi opiniões de que as contas de um país, em termos de planejamento, são como as contas de uma família. Guardadas as proporções e a complexidade das contas públicas, acredito que tem um ponto em comum entre as contas pessoais e familiares, que é o fato de que elas têm de fechar. Assim como a família toda se esforça para ter a satisfação de chegar ao final do mês e conseguir o equilíbrio do orçamento, as contas públicas também devem demandar um esforço necessário para fechar em equilíbrio no final de um período.

Infelizmente, esse não é o caso do Brasil. Segundo dados do Tesouro Nacional, divulgado nessa segunda-feira, as contas do governo apresentaram desempenho fortemente debilitado em novembro deste ano, quando foi registrado um déficit primário, as chamadas despesas maiores que receitas, sem contar os juros da dívida de R$ 21,27 bilhões. O resultado é o pior não somente para meses de novembro, mas para todos os meses desde o início da série histórica, em 1997. E mais, o resultado negativo, de novembro deste ano, foi mais do que três vezes superior ao maior déficit registrado, até então, para este mês porque, para meses de novembro, o maior rombo havia ocorrido no ano passado, no valor de R$ 6,65 bilhões. E no ano todo não foi diferente o resultado das contas públicas. Nos onze primeiros meses deste ano, as contas do governo tiveram um déficit primário de R$ 54,33 bilhões, registrando também o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997, para este período – superando o ano de 2014, que era o maior déficit da série quando registrou um déficit de R$ 18,28 bilhões.

Então, em termos de responsabilidade com as contas do final do mês ou do ano, estamos indo muito mal. Não é bom um país não conseguir fechar as contas, pois gera muitos desequilíbrios na economia, conforme a gente tem percebido ultimamente. Quem sabe as famílias podem passar algumas dicas aos gestores públicos de como manter a casa em ordem!



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